O Homem e sua Cidade

A Efetiva participação do cidadão na vida da cidades

É comum em nosso cotidiano nos depararmos com uma infinidade de problemas e dificuldades na cidade onde vivemos ou mesmo onde estamos de passagem.

Ruas esburacadas, calçadas mal conservadas, lixo ao longo das vias públicas, cruzamentos mal engendrados, veículos automotivos obstruindo acessos que deveriam dar passagem a cadeirantes, cegos e outros deficientes físicos, são situações que vemos e constatamos todo dia, bastando para isso sairmos às ruas. Podemos aqui enumerar tantas situações de ingerência negativa do ser humano no dia-dia da cidade que uma simples folha de papel não bastaria para tal.

De imediato culpamos e com ênfase responsabilizamos os órgãos e autoridades públicas constituídas. Nosso clamor, nossa facilidade para comentarmos e reclamarmos, nos faz juízes em diferentes situações. Se fizermos uma autoanalise do assunto acima exposto nos tornaremos no mínimo reflexivos, sim, isso se faz necessário, pois de alguma maneira contribuímos diversas vezes para que situações prejudiciais ao bom andamento e funcionamento organizacional da cidade ocorram.

Vamos equacionar o assunto: quando observamos transitar pela cidade um veiculo pesado com excesso de carga, nos questionamos? Será que os órgãos públicos carregam caminhões com excessivo peso para destruir parcial ou totalmente nossas vias públicas?  Será que ao resolvermos problemas em frente a nossas casas com a execução de uma obra de calçamento pensamos no transeunte? Pensamos nas normas de segurança, tais como inclinação do passeio publico? Será que para sanarmos nossos problemas de resíduos (lixo) internamente em nossas residências, obedecemos a normas de educação ambiental que precisamos ter? Ou pura e simplesmente jogamos na via publica, nos mananciais, leitos dos rios, bueiros, terrenos baldios e muitos outros locais esses resíduos. Será que ao adquirirmos um terreno, fazemos o correto fechamento com muros e calçadas como deveria ser? Será que ao trafegarmos com nossos veículos pela via pública obedecemos às normas de transito e sinalização existente, ou dirigimos somente pensando no eu interno que possuo e nas minhas necessidades de ir e vir. Quando precisamos estacionar nossos veículos em locais públicos, restaurantes, hospitais, supermercados e n outros, respeitarmos as vagas dos cadeirantes, dos idosos? Será que ao visualizarmos uma calçada com rebaixo não obstruímos aquela passagem? Será que ao nos dirigirmos para atendimento em um órgão público nos comportamos com educação ao tratarmos os funcionários ali locados para nos atenderem? Será que nossa pressa cotidiana é tão grande que precisamos furar as filas e sempre sermos atendidos primeiro?

Ao analisarmos essas e outras diferentes situações, precisamos repensar nosso comportamento, nossa conduta. Viver em sociedade nos torna responsáveis por ações comuns. Para tornar os espaços públicos em locais aprazíveis, nossa cidade num local digno para vivermos, precisarmos de ações efetivas, participativas. Faça sua parte e torne-se um verdadeiro cidadão.

 

Fortaleza, CE 09 de abril de 2014.

                                                                               Danilo Ramos